Querida ou querido, único leitor deste blog — que provavelmente sou eu mesma, porque acho que ninguém mais lê blogs hoje em dia.
Mesmo assim, gosto de escrever coisas aleatórias sobre tudo e postar aqui para que fiquem registradas. Vou tentar escrever um texto por dia, colocar um cronômetro de 10 minutos e apenas escrever. Escrever o que eu quiser.
Minha vida está uma bagunça, e sinto que isso funciona como uma terapia. Poder falar de tudo, sem filtro, parece aliviar um pouco o peso das coisas.
Primeiro texto de mim para mim.
Vou falar sobre como sou lerda, esquecida e sinto que não faço nada direito. Tenho a sensação de que quero fazer tudo perfeitamente, mas não consigo, porque me distraio com muita facilidade. Então fico ansiosa, nervosa e me sinto presa em uma caixa cheia de gente me espremendo, sem ter um lugar para respirar.
Parece estranho, né? Mas é exatamente assim que me sinto: sufocando no meio da multidão.
Sinto-me atrasada em relação à vida e morro de saudade da minha mãe, que já se foi. Às vezes, tenho a impressão de que a única coisa capaz de me acalmar seria um abraço quentinho dela.
Como o tempo passa rápido... As horas voam, os anos passam, e eu me sinto parada no tempo, completamente perdida. Não sei mais quem sou. Não me encontro em nada. Não sei do que gosto, nem o que amo.
Sinto que me perdi de mim mesma.
E fica aquela pergunta constante na cabeça:
Acho que foram esses pensamentos que me fizeram voltar a escrever no Blogger. Talvez eu esteja tentando encontrar uma parte de mim. Descobrir quem sou quando não existe roteiro, quando não existe expectativa.
Será que sou alguém interessante ou apenas mais uma pessoa na multidão, vivendo no automático?
Um grande abraço para a futura eu que vai ler isso e rir da minha cara. Espero que, quando esse dia chegar, as coisas tenham dado certo.
E, acima de tudo, espero que você esteja bem.
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